HAPPY DAS MENINAS
Manu estaria em Salvador, assim combinamos uma happy. Logo de saída, Manu avisou que tinha que ser Japonês, já que a metrópole Itabunense não dispõe dessa rara gastronomia. Ok. Eu e Teco topamos sem reclamar... Mais uma vez no Japa.
Combinei de pegar Teco às 20h. E, como sempre, às 20h eu estava lá. Manu ligou e avisou que, como havia “comido” dois “bolos”, ia mais cedo pra casa da mãe tomar banho. Beleza, Teco entrou no carro e eu só consegui dar “boa noite”. Ela disparou a falar tanto que fiquei preocupada de ela não respirar... Misericórdia. Eu dirigindo e ela falando.... e falando... e falando...
Pronto, chegamos na casa da Mãe de Manu, telefonei e.... surprise ! Manu ainda ia tomar banho. Desliguei o carro e esperamos um pouco. Na verdade esperamos cerca de meia hora, mas Teco falava tanto que eu nem conseguia raciocinar, menina.... Meia hora passou voando....
Manu chegou, carregando uma mala do tamanho de um trem. Abri a mala do carro por dentro mesmo e ela se dirigiu pro fundo do carro carregando o trem, digo, a maletinha de mão. De lá, num misto de impaciência e indignação, praticamente gritou “dá pra abrir aí a mala, Marcinha ???” Misericórdia, tá com a macaca.... Tava aberta, fofa... Era só empurrar o botãozinho... Quando já estava me preparando pra sair do carro e ajudar, ela conseguiu. Uffa.... Jogou a mala lá e entrou....
Como sempre, não sei andar por aquelas bandas. Só sei andar por Brotas (hahahah). Manu ia me guiando, no banco de trás, e eu olhando pra frente, claro... Ela dizia “ vire aqui”. Aki onde, cara-pálida ? À direita ou à esquerda ? Daqui da frente não consigo ver.... Ah, esse povo.... Bom, enfim, já estava preparadíssima pra comer sushi e sashimi, talvez até no mesmo restaurante da última vez.... E Manu me guiando (ou me atrapalhando, na verdade)...
Enfim, ela disse que iríamos a um lugar diferente. Ai que medo... Diferente de Manu é barril. Vamos lá.... Caímos na Manoel Dias da Silva.... Na altura da Vídeo Hobby ela não aguentou e disse que iríamos pro Tijuana... Como eu estava preparada para ir a um lugar bizarro, quase não acreditei e levei longos 5 segundo pra gritar A-DO-RO !!! Manu e Teco ficaram meio desconfiadas, achando que eu não gostava, ou que não tinha ideia do que se tratava.
Enfim, chegamos ao Tijuana e não havia lugar pra estacionar. Bom, nada que um manobrista não resolva. Daí Teco, numa tentativa explícita de estragar a noite, perguntou onde era mesmo que os caras paravam o carro, já que não havia lugar.
Teco, minha amiga, tem coisa que é melhor não saber. Além do mais, meu carro tá valendo mais roubado do que na mão – heheheh. Roubarem ele era um favor que o ladrão me faria. De todo jeito, gerou uma certa tensão no ambiente.
Manu se antecipou logo e foi botar o nome na lista de espera. Esperamos pouquinho, daí o cara chamou e disse que tinha uma mesinha ali no canto, se a gente ia querer ali mesmo. Manu quase bateu no cara. Por que a gente não ia querer? É pra três ? Então a gente quer, bla, bla, bla.... O cara ficou sem graça. Dei uma disfarçada e perguntei por que ele estava falando aquilo. Ele disse que a mesa era melhor para casal. Casal ? Mas não cabiam três ? Sim. Que casal grande..... Bom, tão logo chegamos à mesa entendemos o que o hostess queria dizer. Tinha um corredorzinho estreito e escuro, a nossa mesa era a última do corredor, encostada na parede, escura como o diabo. Entendi !!!
Como a gente tinha muita coisa pra conversar, ficamos lá mesmo. Do lado da mesa tinha uma janela pra o salão do Tijuana.... A gente ficava olhando com uma inveja.... Era tão apertado que o garçon, longos 20 minutos depois, servia a gente pela janela mesmo...
Pedimos uma cervejinha pra mim e pra Manu. Teco escolheu um drink que mais parecia uma vitamina. Na verdade, as três tentavam ler o cardápio sem sucesso, sem óculos e sem luz. Quando Manu perdeu a paciência, disse a Teco que tinha certeza de que ela ia gostar daquele drink. Não discutimos, na verdade não estávamos em posição de discutir nada, já que nada enxergávamos zorra nenhuma.
E as comidinhas ? Como não dava pra ler, acabamos pedindo um prato que eu já conhecia: Nachos com molho de carne de queijo. Uma delícia. Nessa parte da Happy, Manu tomou a palavra e Teco tomou o tira-gosto. Meninas, como ela comeu... Isso que é fome. E Manu falando.... Eu nem tive uma chance... Nem de comer, nem de falar.
Fui ao banheiro descansar um pouco os ouvidos. Na passagem vi uma mesa vazia no salão. Muiiiiiiiiito melhor do que a nossa. Pedi ao garçon pra reservar e fui buscar as garotas.
Nos acomodamos e logo de cara derrubei a cerveja... Bobagem. Vamos ao que interessa. Manu vai começar a escrever numa coluna no maior e mais lido jornal da Metrópole Itabunense. E precisava de um nome pra coluna. Eu e Teco estávamos super animadas e queríamos participar... Sugeri fazermos um brainstorming... Manu topou. Pegou um guardanapo (claro) e uma canetinha. De repente, começou a escrever.... sozinha.... Eu disse a ela “Então, famos fazer um brainstorming ??? Ela respondeu “Estou fazendo!!!”. Puts.... que xepo.... Mas cá pra nós, nunca vi ninguém fazer brainstorming sozinho.... Mas ela É Manu, a rainha da Metrópole, pode tudo !!! Após longos pedidos de desculpas, a fofa se dignou a ouvir minhas sugestões e de Teco. Me esforcei tanto, de pirraça, que consegui até descolar um nome bacana: SIMPLESmente. Manu gostou, Teco gostou. Ótimo. Na verdade, parece que foi apenas nessa hora que consegui falar alguma coisa.
Pedimos mais uma cervejinha e outro tira-gosto. Que fome de Teco era aquela ? Comeu tudo praticamente sozinha... Eu só peguei um pedacinho, porque podia fazer falta. E como vieram três molhinhos à parte, Teco ficava perguntando “Isso é o quê ?” e botava na tortilha... “E isso ? É o quê ?” e botava em cima... Que fome ancestral, meu Deus... O Comedor estava aberto e operando...
Como sempre, levei a máquina para registrarmos nosso evento. A cada garçon diferente que aparecia, pedíamos uma foto, como se não tivéssemos tirado nenhuma... Pedimos foto até pro manobrista. Ele inclusive, após olhar atentamente uma foto que tinha tirado, perguntou se a gente queria outra. Ou seja, a gente devia estar uma merda na foto..... Não obrigada... já era demais.
Chegou o carro. Um frio da porra. Entramos e fomos. Quando passávamos pela orla, Manu comentou que tinha uma garota conversando com cinco caras.... Ela achou que devia ser alguma entrevista. Teco concordou, devia mesmo ser entrevista.
Puta que pariu.... Cinco caras conversando com uma Puta e só podia ser entrevista ???? Onde vocês vivem, fofas ???? Já ouviram falar em “programa” ????
Voltamos pela Magalhães Neto.... De repente Manu falou “É aqui, minha Mãe mora aqui !”... E eu dirigindo... “É aqui”, ela insistia... Poxa, eu só conseguia pensar “Parabéns, que sua mãe mora aí !!!”. E eu com isso ? Não perguntei, não sou amiga dela, pra que eu quero saber disso ???
Depois entendi, Manu mudou de ideia (e não avisou, claro). Em vez de dormir na casa de Teco ia dormir na casa da Mãe. Oreba !!! Demos meia volta e deixamos ela na casa da Mãe. A mala, estranhamente, continuou na mala do carro.... Como conheço as roupinhas e acessórios de Manu, fiz de conta que esqueci. Oba... ia fazer a festa e depois podia dizer que o manobrista deu mole com a mala aberta e o ladrão levou... Fiquei quieta.... Manu se despediu e fomos embora eu e Teco.
Teco voltou a abrir o falador.... e eu só ouvindo... Quando chegamos na casa dela, ela desceu, abriu o guarda-chuva (e eu só pensando em abrir aquela malona enorme) e, de repente, deu meia volta. Voltou pro carro e pegou a mala. Saco !!! Minhas esperanças foram por água abaixo...
Enfim, foi mais uma sessão de terapia em grupo. Só que desta vez eu só ouvi... ninguém me deixou falar. Fica aqui o meu protesto formal.
Márcia Carneiro
13 de agosto de 2010
(calada e com fome)
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